fbpx

3 grandes desafios nos relacionamentos de Pessoas Altamente Sensíveis

3 grandes desafios nos relacionamentos de Pessoas Altamente Sensíveis

Se bem que com frequência as pessoas se sintam atraídas pela empatia de uma Pessoa Altamente Sensível (PAS), a realidade é que no plano relacional as PAS podem enfrentar alguns desafios. Neste artigo vou focar-me em três deles.

Segundo a Teoria do Apego de John Bowbly, a ligação emocional que as crianças desenvolvem com os seus cuidadores primários, vai estabelecer as bases para a qualidade das suas futuras relações. Assim, um vínculo mal formado na infância pode dar origem a um apego inseguro em idade adulta. De facto, a Dra Elaine Aron — a psicóloga clínica que descobriu o traço de Alta Sensibilidade nos anos 90 — tem um longo artigo sobre este tema que podes ler AQUI.

Assim, a maior vulnerabilidade das crianças altamente sensíveis faz com que estas estejam em maior risco de vir a viver um vínculo inseguro nas suas relações em idade adulta, caso tenham passado por infâncias difíceis ou adversas. Fica aqui a nota que, se a pessoa não consegue superar esta dificuldade de relacionamento, a Dra Elaine Aron aconselha a Terapia Focada nas Emoções.

Se ainda não fizeste o Teste de Alta Sensibilidade, clica AQUI ou partilha com alguém.

Mas então, tendo em conta estes detalhes, quais os grandes desafios que uma PAS pode enfrentar nos seus relacionamentos?

Abaixo partilho contigo 3 desses desafios. Ao trazê-los à consciência estás a tomar o primeiro passo para os superar. Vamos lá!

  1. PRETENDER QUE NÃO SÃO ALTAMENTE SENSÍVEIS


    Por um lado, temos de ter em consideração que a maioria de nós só numa idade mais avançada descobre este traço de personalidade. Por outro, ao longo da sua vida algumas PAS desenvolvem o hábito de camuflar a sua Alta Sensibilidade de modo a serem aceites pelos seus pares. Queremos à força encaixar-nos num modelo de vida que foi desenhado para os 80% da população que não é altamente sensível. E isto reflete-se também a nível relacional.

    Mas o problema de não assumirmos / compreendermos a Alta Sensibilidade, é que esta parte de nós requer um autocuidado de modo a vivermos em serenidade com um sistema nervoso equilibrado.

    Se não damos atenção às nossas necessidades estaremos com frequência exaustos e infelizes. O que nos leva ao segundo grande desafio.

  2. ESTABELECER LIMITES SAUDÁVEIS


    Este é um ponto que já abordei no artigo: Limites saudáveis: um guia para Pessoas Altamente Sensíveis que te aconselho a ler.

    As PAS têm a (grande) tendência de colocar as necessidades dos outros à frente das suas. Assim, quando estamos em relacionamentos mais próximos torna-se essencial (1) conhecermos as nossas sensibilidades de modo a (2) conseguir expressá-las de forma adequada para que (3) possamos estabelecer os limites que garantem o nosso bem-estar.

    Por exemplo, explicar ao nosso amigo / familiar / companheiro que, como temos um sistema nervoso que está sempre a absorver todos os estímulos à nossa volta de forma profunda, precisamos de tempo sozinhos para descomprimir. Ou explicar que nem sempre vamos poder acompanhá-los a um concerto com muito barulho. Ou que por vezes não estamos em condições de ir aquela reunião com muito amigos.

    Claro que em tudo isto há que existir a capacidade de comunicar de forma não violenta e ter flexibilidade de negociação.

  3. ASSUMIR O PAPEL DE CUIDADOR DO OUTRO


    O alto grau de empatia das PAS faz com que muitas vezes elas tenham, não só a tendência, como a NECESSIDADE de cuidar de alguém. É como se por vezes só existam se forem precisos, sem ter um identidade própria, sua. A necessidade de ser precisado para se autovalorizar.

    Ora este fator pode levar ao grande problema de atrair pessoas que só querem receber, receber, receber. Isto leva com frequência a relações desequilibradas e até tóxicas de co-dependência. Neste campo, é conhecido a tendência das PAS se sentirem atraídas e estabelecerem relações com narcisitas (em especiais os “narcisistas vulneráveis” que exigem a nossa ajuda).

    Há que trabalhar a autoestima de modo a não cairmos no papel de cuidador do outro. Temos de gostar de nós e saber que temos valor, que existimos por quem somos e não para servir o outro.

    Para quem está num relacionamento amoroso, aconselho que ambos os membros se juntem para ver o documentário Sensitive and in Love, que podes alugar online AQUI.

    E se precisares de ajuda nesta jornada, estou aqui para te apoiar. Não estás sozinho!

Cada um de nós precisa demonstrar o quanto nos importamos uns com os outros e, no processo, cuidar de nós mesmos.

Princesa Diana

E tu, identificas-te com alguns destes desafios? Já tinhas parado para pensar neles? Partilha na secção de comentários a tua experiência.

a

Sofia Loureiro | BSc • MNat • PhD

Terapeuta Natural & Mentora de Pessoas Altamente Sensíveis • Autora • Palestrante

Especializada em Pessoas Altamente Sensíveis • HSP Certified Nickerson Institute • Terapeuta da Dra Elaine Aron List

o

Partilha com o Mundo:

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.